TRANSLATE

Translate

Portugal Spain Italy France United Kingdom(Great Britain) Germany China Japan Russian Federation
Como desconhecidos , porém bem conhecidos ; como morrendo , porém vivemos ; como castigados , porém não mortos ; Como entristecidos , porém sempre alegres ; pobres, mas enriquecendo a muitos ; nada tendo , mas possuindo tudo.

Evangelho de : Paulo



domingo, 11 de dezembro de 2011

Quais são os maiores erros na criação dos filhos?


Há muitos erros na criação dos filhos, mas eu falarei apenas sobre o mais importante. Primeiro: a ideia de que seus filhos pertencem a você.

Eles vêm ao mundo por meio de você; você foi um canal de passagem, mas eles não pertencem a você. Eles
não são suas posses
. Com essa ideia de possessividade, muitos erros aparecem.

Quando começa a achar que eles pertencem a você, acaba
reduzindo-os a objetos
, porque somente os objetos podem ser possuídos, não seres humanos. É o ato mais feio que você pode cometer.

E seus filhos são tão impotentes, tão dependentes, que
não podem se rebelar
. Eles aceitam toda as suas decisões.

E para proteger suas posses, você os torna cristãos assim que eles nascem. Você os torna hindus, muçulmanos, budistas, judeus — não consegue esperar! E não consegue
enxergar o absurdo
nisso tudo?

Na política, uma pessoa é considerada adulta e pronta para votar aos dezoito anos. A religião é
menos importante
do que a política?

Mas, antes mesmo que a criança aprenda a falar, ela sofre a circuncisão; fica sabendo que é um judeu. É batizada, sem seu consentimento — pelo simples fato de que você
não precisa pedir o consentimento de um móvel
, onde colocá-lo, se deve mantê-lo ou jogá-lo fora.

Você age com seus filhos da mesma maneira, como se eles fossem
objetos
.

Se os pais estiverem atentos, conscientes, esperarão que o filho cresça para que ele possa escolher. Se ele tiver a vontade de se tornar um cristão, ele é
livre para isso
. Se quiser se tornar um budista, é livre para isso. Mas deveria escolher apenas quando decidir.

Eu acredito que, se dezoito anos é a idade mínima para a política, para a religião quarenta e dois anos deveria ser a idade mínima para as pessoas decidirem. E, na verdade, é nessa época que a religião se torna importante. Você viveu sua vida; viu todas as etapas da vida — quarenta e dois anos de idade é um
momento muito decisivo
.

É quando tem de decidir se continuará a mesma rotina de vida, ou se dará a ela uma
nova dimensão
. E essa nova dimensão é a religião.

Se a pessoa decidir ser religiosa — simplesmente religiosa, sem pertencer a qualquer organização,
sem pertencer a qualquer igreja
— perfeito. Ela escolheu a liberdade.

Mas é um problema pessoal,
íntimo
, ninguém pode interferir.

Mas os pais começam a interferir desde o começo.
Por que a pressa?
A pressa só serve para que, mais tarde,a criança reclame, pergunte por que ela é uma judia — porque ela não nasceu judia; nenhuma criança nasce judia, cristã ou hindu.

Todas as crianças nascem como uma folha em branco, um quadro vazio.
Nada está escrito
nelas... inocência pura.

A primeira coisa a ser lembrada é:
não reduza a criança a um objeto
, não se esforce para isso.

Dê individualidade a ela, não imponha uma personalidade a ela. A individualidade, ela traz consigo; a personalidade é imposta pelos pais, pela sociedade, pelo sistema educacional, pela igreja. Se você entender, não vai impor nada a seu filho, vai
ajudar seu filho a ser ele mesmo
.

Certamente isso é difícil. É por isso que todas as sociedades, de todas as épocas,
escolheram o caminho simples
: é mais simples impor alguma coisa à criança. Então ela se torna obediente, não se torna rebelde. Não causa a você problema algum, não se torna uma irritação.

Mas se você der a ela total liberdade e ajudá-la a ser livre e individual, ela poderá lhe trazer uma série de problemas. As pessoas decidiram
destruir a criança
em vez de aceitar os problemas.

Se você tem tanto medo de problemas, é melhor não ter um filho. Mas dar vida a uma criança e depois destruí-la só para não ter problemas é
muito desumano
.

As crianças são a classe de pessoas mais escravizadas da sociedade humana,
as mais exploradas — e exploradas "para seu próprio bem".
Osho, em "Educando a Criança de Hoje"
Imagem por
TrevinC


sábado, 10 de dezembro de 2011

Consumismo Infantil, um problema de todos



Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia, um hábito mental forjado que se tornou umas das características culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a consumir de modo inconseqüente. As crianças, ainda em pleno desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo com as graves conseqüências relacionadas aos excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

De pais e educadores a agentes do mercado global, todos voltam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados apenas com a ganância de seus negócios. Para o mercado, antes de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas, alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos de seguro, combustível e produtos de limpeza. A publicidade na TV é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo adulto quando é diretamente exposto às complexidades das relações de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso.

As crianças são um alvo importante, não apenas porque escolhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes é praticamente imposto.

Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado. Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de produtos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006, categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mercado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados também aos adultos. Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento, esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa informação com o fato da criança brasileira passar em média quatro horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível imaginar o impacto da publicidade na infância. No entanto, apesar de toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos, brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também foi identificada como uma forte influência.

Não é por acaso que o consumismo está relacionado à idéia de devorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas, furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados de seca, são muito mais comuns e freqüentes, foi porque a exploração irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto, é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de forma inconseqüente e desenvolvem critérios e valores distorcidos são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, combate qualquer tipo de comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for preservada em sua essência como o tempo indispensável e fundamental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna, que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Nada novo em conhecimentos, ideias sobre ideias, sobre idéias







Certamente, um homem que está compreendendo a vida não possui crenças. Um homem que ama, não possui crenças - ele ama. O homem que está consumido pelo intelecto é que possui crenças, porque o intelecto está sempre buscando segurança, proteção; está sempre evitando o perigo, e portanto constrói idéias, crenças, ideais, atrás dos quais ele pode obter abrigo. O que aconteceria se você lidasse com a violência diretamente, agora? Você seria um perigo para a sociedade; e em razão da mente prever o perigo, ela diz "Eu alcançarei o ideal da não-violência daqui há dez anos" - o que é uma tamanha ficção, um processo falso... Compreender "o que é", é mais importante do que criar e seguir ideais porque eles são falsos, e "o que é" é real. Compreender "o que é" requer uma enorme capacidade, uma mente ativa e sem pré-conceitos. Por não querermos encarar e compreender "o que é" é que inventamos as várias formas de fugas e damos à elas nomes atraentes como ideal, crença, Deus. Certamente, é somente quando vemos o falso como falso que a mente é capaz de perceber o que é real. Uma mente que se encontra emaranhada no falso, nunca pode encontrar a verdade. Portanto, devo compreender aquilo que é falso nas minhas relações, nas minha idéias, nas coisas sobre mim, porque perceber a verdade exige a compreensão disso. Sem remover as causas da ignorância, não pode haver esclarecimento; e buscar o esclarecimento quando a mente não está esclarecida, absolutamente vazia é sem sentido. Conseqüentemente, devo começar a descobrir aquilo que é falso nas minhas relações com as idéias, com as pessoas, com as coisas. Quando a mente percebe o que é falso, então aquilo que é real se manifesta e então há o êxtase, há felicidade.

Krishnamurti

Vendo-se o que está se passando no mundo, e principalmente neste país, parece-me que o que se faz necessário é uma revolução total de consciência. E não será possível tal revolução, se permanecermos insensatamente apegados a crenças, idéias e conceitos. Não encontraremos saída de nossa confusão, angústia, conflito, pela constante repetição do Gita, do Upanishads e demais livros sagrados; isso poderá levar à hipocrisia, a uma vida de insinceridade, de interminável pregação moral, porém nunca a enfrentar realidades. O que nos cumpre fazer é, segundo me parece, tornar-nos cônscios das condições de nossa existência diária, de nossos infortúnios, nossas angústias, nossa confusão e conflito, e tratar de compreendê-los tão profundamente que possamos lançar uma base adequada, para começar. Não há outra solução. Temos de enfrentar-nos assim como somos e não como deveríamos ser, segundo um certo padrão ou ideal. Temos de ver realmente o que somos e, daí, iniciar a transformação radical.

Krishnamurti - O Despertar da Sensibilidade - ICK


Não citeis ninguém. Viver das idéias de outros é uma das coisas mais terríveis que se podem fazer. Idéias não são a verdade
Krishnamurti - Fora da Violência - Ed. Cultrix


Procuramos felicidade através das coisas, pelas relações, por meio de pensamentos e idéias. Assim as coisas, as relações e idéias tornam-se todas importantes, e não a Felicidade. Quando se procura felicidade através de alguma coisa, então, a coisa torna-se de valor superior a própria felicidade. Quando apresentado desta forma o problema parece simples e é simples. Procuramos felicidade na propriedade, na família, no nome e então, a propriedade, a família, a idéia torna-se todas importantíssimas, mas sendo a felicidade procurada por um algum meio, o meio destrói o fim. A felicidade pode ser achada por algum meio qualquer, através de qualquer coisa feita pela mão ou pela mente? As coisas, as relações e idéias são claramente não-permanentes, estamos sempre insatisfeitos com elas. As coisas são impermanentes, se acabam e são perdidas; o relacionamento é um constante atrito e a morte é o fim; idéias e convicções não têm nenhuma estabilidade, não são permanentes. Procuramos felicidade nisso e ainda não percebemos sua impermanencia. Portanto, o sofrimento se torna nossa constante companheira superando nosso problema. Para descobrir o verdadeiro sentido da felicidade, temos de explorar o rioa do autoconhecimento. Autoconhecimento não é um fim em si mesmo. Existe a fonte deste rio? Cada gota de água do seu início até o fim é que faz o rio. Imaginar que acharemos felicidade na fonte é um equivoco. Ela se encontra onde você está no rio do autoconhecimento.

Krishnamurti - O Livro da Vida

Não sei se vocês têm observado que uma grande parte do intelecto interfere em nossa vida. Os jornais, as revistas, tudo atua sobre nós nos cultivando a razão. Não que eu seja contra a razão. Pelo contrário, é preciso ter a capacidade de raciocinar precisamente de forma muito clara. Mas, se você observar você verá que o intelecto está perpetuamente analisando, por que é que uma pessoa deve ou não pertencer a algo, por que é preciso ser o desconhecido* para achar realidade, e outras coisas mais. Temos aprendido o processo de análise de nós mesmos. Portanto, existe o intelecto com a sua capacidade para investigar, de analisar, de raciocinar e chegar a conclusões, e há a percepção, percepção pura, que está sempre sendo interrompida, colorida pelo intelecto. E quando o intelecto interfere na percepção pura, esta interferência faz com que se desenvolva uma mente medíocre. De um lado, temos intelecto, com a sua capacidade de raciocinar com base em seu gostar e não gostar, de acordo com o seu condicionamento, em função de sua experiência e conhecimentos, e do por outro lado, temos a percepção, que é corrompida pela sociedade, pelo medo. E estes dois revelarão o que é a verdade? Ou existe apenas o discernimento, e nada mais?

Krishnamurti – O Livro da Vida


Não sei se você tem considerado a natureza do intelecto. O intelecto e as suas atividades estão sempre no mesmo nível, não? Mas, quando o intelecto interfere na percepção pura, acontece a mediocridade. Conhecer a função do intelecto, e ser consciente desta percepção pura, sem deixar os dois misturados se destruírem um ao outro, requer uma consciência muito clara e nítida . Assim, a função do intelecto é sempre, não é, investigar, analisar, procurar exteriormente, mas, por querermos estar seguros interiormente, psicologicamente, por estamos receosos, ansiosos na vida, chegamos a algum tipo de conclusão com que já estávamos comprometidos. De um compromisso avançamos para outro, e eu digo que essa mente, tal intelecto sendo escravizada a uma conclusão, cessou de pensar, de investigar.

Krishnamurti – O Livro da Vida


Em nossa busca por conhecimento, em nossos desejos de conquista, nós perdemos o amor, ficamos cegos à percepção da beleza, a sensibilidade para a crueldade, nos tornado cada vez mais especializado, e cada vez menos integrado. A sabedoria não pode ser substituída pelo conhecimento, e nenhuma quantidade de explicações, nenhuma acumulação de fatos, libertará homem do sofrimento. O conhecimento é necessário, ciência tem seu lugar, mas se a mente e coração são sufocados pelo conhecimento, e se a causa de sofrimento é justificada, a vida torna-se vã e sem sentido, a informação, o conhecimento dos fatos, embora sempre crescente, é por sua natureza muito limitada. A sabedoria é infinita, inclui conhecimento e a forma de ação, mas tomamos, seguramos um ramo e pensamos que é a árvore inteira. Pelo conhecimento da parte, nós nunca podemos compreender a alegria do todo. O intelecto nunca pode levar a totalidade, para é apenas um segmento, uma parte. Nós separamos intelecto da percepção, e temos desenvolvido o intelecto à custa da percepção. Somos como um objeto de três pernas com uma perna muito mais longa que as outras, e nós não temos nenhum equilíbrio. Somos treinados para ser intelectuais, a nossa educação cultiva o intelecto para ser afiado, astuto, cheio de cobiça, e assim ele desempenha o papel mais importante em nossas vida. A inteligência é muito maior que o intelecto, porque é a integração da razão e do amor, mas só pode haver inteligência quando existe autoconhecimento, o entendimento profundo do processo total de si mesmo.

Krishnamurti – O Livro da Vida

Procuramos felicidade através das coisas, pelas relações, por meio de pensamentos e idéias. Assim as coisas, as relações e idéias tornam-se todas importantes, e não a Felicidade. Quando se procura felicidade através de alguma coisa, então, a coisa torna-se de valor superior a própria felicidade. Quando apresentado desta forma o problema parece simples e é simples. Procuramos felicidade na propriedade, na família, no nome e então, a propriedade, a família, a idéia torna-se todas importantíssimas, mas sendo a felicidade procurada por um algum meio, o meio destrói o fim. A felicidade pode ser achada por algum meio qualquer, através de qualquer coisa feita pela mão ou pela mente? As coisas, as relações e idéias são claramente não-permanentes, estamos sempre insatisfeitos com elas. As coisas são impermanentes, se acabam e são perdidas; o relacionamento é um constante atrito e a morte é o fim; idéias e convicções não têm nenhuma estabilidade, não são permanentes. Procuramos felicidade nisso e ainda não percebemos sua impermanencia. Portanto, o sofrimento se torna nossa constante companheira superando nosso problema. Para descobrir o verdadeiro sentido da felicidade, temos de explorar o rioa do autoconhecimento. Autoconhecimento não é um fim em si mesmo. Existe a fonte deste rio? Cada gota de água do seu início até o fim é que faz o rio. Imaginar que acharemos felicidade na fonte é um equivoco. Ela se encontra onde você está no rio do autoconhecimento.
Krishnamurti - O Livro da Vida 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Que se entende por "governo"?



Que se entende por "governo"? Pessoas investidas de autoridade, um pouco burocratas, membros de gabinete, o primeiro-ministro, etc. Isso é o governo? Quem o elege? Sois vós, não é verdade? Sois os responsáveis por ele, não é exato? Tendes o governo que desejais - então, porque reclamais?... Sois vós os responsáveis e não o governo, porque o governo é a projeção, o prolongamento de vós mesmos - os seus valores são os vossos valores... garanto que também quereis ser exploradores, na ocasião oportuna, e por isso sustentais este jogo... Senhores, deveria existir uma classe de pessoas independentes do governo, não pertencentes à sociedade, à margem da sociedade, — para atuarem como guias. Essas são os “açoitadores”, os profetas, que vos apontam vossos grandes erros. Mas não existe nenhum grupo desses, porque o governo, no mundo moderno, não pode apoiar um tal grupo, um grupo sem autoridade, que não pertence ao governo, que não pertence a nenhuma religião, casta ou nação. É só um grupo desses que pode atuar como um freio aos governos. Porque os governos se estão tornando cada vez mais prepotentes, pondo ao seu serviço uma maioria de seres humanos, e em conseqüência os cidadãos, em números cada vez maiores, se vão tornando incapazes de pensar por si mesmos. O governo os controla e lhes diz o que devem fazer. Assim, só quando existe um grupo daqueles, um grupo enérgico, inteligente, ativo, só então há esperança de salvação. De outro modo, todos nós vamos acabar como empregados do governo, e o governo mais e mais nos dirá o que devemos fazer, e nos ensinará o que pensar, e não a pensar.

Autor: Krishnamurti - A Arte da Libertação - página 94


Distintivo Real



Quer ser uma pessoa distinta?
Trate bem — indistintamente — a todos.
Cada um possui uma flâmula, uma fagulha, cujo reconhecimento coloca em um novo patamar as relações cotidianas, deixando a distinção entre fraco ou forte, pobre ou rico, burro ou inteligente, viciado ou virtuoso, no seu devido lugar: o lixo.
Tratar bem ultrapassa a boa educação. Tratar educadamente não é tratar bem. Muitas feridas são causadas educadamente. Dispensar um bom tratamento a qualquer um, mesmo a um qualquer, requer humildade.
Humildade...
É estar convicto da própria importância. E do quanto o outro é importante também. Quem conhece a sua real importância, despida de todos os disfarces do status, nem palavras, nem gestos, nem postura, jamais diminuem alguém. Caminha feito um rei, sem coroa e sem subalternos.
Um rei, em cujo reinado sempre haverá lugar para mais um hóspede inesperado e faminto...
Liban Raach
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
O povo não precisa de liderança, o povo precisa de consciência e tem muita gente fazendo esse trabalho, acadêmicos e não acadêmicos. Eu sei porque eu trabalho em favela muitas vezes e sei que tem muito movimento cultural rolando. Tem muito trabalho de base acontecendo. Ele não aparece e é bom que não apareça, porque se aparecer, o sistema vai lá pra acabar com aquilo. ( Eduardo Marinho )